A felicidade só é verdadeira quando compartilhada

Esse aqui é um causo cheio de fragmentos. Que agora fizeram sentido serem contados em ordem cronológica!

Lá pro final de outubro de 2020, em uma conversa com uma amiga sobre o filme “Na natureza Selvagem”, falamos do quanto é fundamental que cultivemos momentos juntos.

Na época nos lamentamos que a pandemia está tão complicada para todos nós porque também essa dimensão humana ficou escassa (e para alguns até deixou de existir).

Por coincidência, quando lancei nas redes sociais a versão 3.0 da Experiência de Natal, uma cliente muito querida me procurou dizendo que queria dar a sessão de fotos de presente a seus pais, para que pudessem se divertir com os netos e guardarem memórias de uma fase que simplesmente não volta mais. Achei a ideia dela de uma delicadeza ímpar, mas ainda não sabia de um fato que faria a história ser ainda mais especial.

Só soube no dia das fotos, já meados de novembro. Ela me contou que seus pais não haviam saído de casa desde o início do isolamento aqui em Brasília! Ou seja, de março até novembro eles só ficaram dentro de casa o tempo todo!

E qual foi a consequência desse isolamento social ininterrupto? Ambos estavam entrando em depressão!

Estavam sentindo que uma tristeza profunda estava tomando conta deles. E quando a filha fez o convite, ponderaram e pensaram: “será que não estamos preocupados em excesso com a saúde de nosso corpo e nos esquecendo da nossa saúde afetiva e mental?”

E olhem a minha responsabilidade: ser o “pretexto” para que eles saíssem de casa pra fazer fotos com seus netos em um contexto de pandemia relativamente controlada.

Bom, o fim dessa história não preciso nem dizer muito além disso sobre o resultado das fotos, né? Estão estampadas nelas!

Ah, e detalhe! Eles encomendaram o álbum impresso. E qual foi a frase dita por eles quando receberam as fotos, já nesse ano, já nessa situação ainda mais complicada que ano passado?

“Que alegria ter feito essas fotos com meus netinhos, porque agora não faço ideia de quando conseguiremos nos ver novamente…”

É, o protagonista do filme que comecei contando lá em cima tem toda razão. Felicidade só é completa quando compartilhada.

E por isso podemos, nessa vida, chamar momentos assim, cultivados juntos, de felicidade!

A fotografia impressa tem esse poder de sair da nossa memória e, com ela, compartilharmos, todos juntos, a história daquele dia!

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